A maritaca foi encontrada na BR-040 em Juiz de Fora e passou por tratamento veterinário antes de ser reintegrada ao habitat natural
A EPR Via Mineira realizou, nesta quarta-feira (30), a soltura de uma ave silvestre após três meses de reabilitação. A ação integra o Programa de Monitoramento, Prevenção e Controle de Atropelamento de Fauna e reforça o compromisso da concessionária com o desenvolvimento sustentável e a preservação da biodiversidade ao longo da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora.
A maritaca foi encontrada no dia 31 de janeiro, no km 760,5 da rodovia, em Juiz de Fora, após acionamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com ferimentos em uma das asas, o animal foi recolhido pela equipe de inspeção de tráfego da concessionária seguindo os protocolos de manejo de fauna adotados.
Na sequência, foi encaminhada para a Clínica Veterinária Zoovet, onde recebeu atendimento especializado. Antes de retornar ao habitat natural, o animal passou por etapas de readaptação, com testes controlados de voo em ambiente fechado, o que aumentou as chances de sobrevivência em liberdade. Ao longo do tratamento, houve evolução positiva do quadro clínico, permitindo a alta médica.
Segundo a gerente de Sustentabilidade da EPR Via Mineira, Flávia Amado, a iniciativa reforça o papel da concessionária na conservação ambiental. “O Programa de Proteção à Fauna é uma das frentes importantes da nossa atuação e está diretamente ligado ao nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável. Atuamos com ações de prevenção, resgate e reabilitação de animais silvestres, sempre com foco na preservação da biodiversidade e na convivência segura entre rodovia e meio ambiente”, afirma.
O programa inclui medidas como sinalização para travessia de animais, monitoramento de pontos críticos, redução de velocidade em trechos sensíveis e procedimentos padronizados para manejo de fauna. As equipes também passam por capacitações contínuas e atuam em alinhamento com órgãos ambientais.
Além deste caso, a concessionária já atuou em outras ocorrências envolvendo fauna silvestre, como o atendimento a um tamanduá-mirim, em abril de 2025, e a uma seriema, em outubro do mesmo ano. Ambos foram tratados e devolvidos ao meio ambiente.